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	<title>Voz Nativa &#187; A Voz da Ilha</title>
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		<title>Madame Satã</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2016 16:15:25 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Seu nome de batismo era João Francisco dos Santos, e ele nasceu em Pernambuco,]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>      Seu nome de batismo era João Francisco dos Santos, e ele nasceu em Pernambuco, junto com o século, ou seja, em princípios do ano de 1900. Veio para o Rio bem novo, tendo morado na favela do Caju, perto do Cais do Porto. Já começou a treinar capoeira, tendo demonstrado excelente disposição para a luta, muito popular entre os chamados malandros da época.</p>
<p>      Afirmava não gostar de armas de fogo, embora seu primeiro crime e consequente condenação ocorressem em função de um tiro de revólver em um policial que, segundo ‘Satã’, o perseguia sem razão.<br />
Teve mais outros 28 processos criminais, sendo 2 por homicídio. Cumpriu 27 anos e 8 meses de pena nos<br />
presídios da Ilha Grande, sendo libertado aos 65 anos de idade, de acordo com a prática penal.</p>
<p>     Tinha uma filha adotiva chamada Ivonete, além de afirmar ser pai de mais 7 filhos. Solto, continuou morando no Abraão por medida de segurança. Teve amizade com muitos artistas que vinham ao Abraão procurá-lo. Norma Benguell, por exemplo, acompanhou Satã durante todo o episódio de sua doença,<br />
junto com Ziraldo. Satã foi internado no Hospital do INAMPS, em Ipanema, onde faleceu no<br />
dia 2 de abril de 1976, às 17 horas e 30 minutos.</p>
<p>     Era muito respeitado entre os presos da Ilha, mesmo os mais violentos e mais conhecidos. Ao contrário do que se imagina e até do que alguns desinformados dizem, ‘Satã’ no tempo em que viveu no Abraão nunca teve rompantes de violência ou valentia, nunca bateu em ninguém e viveu uma vida de trabalho, sob as vistas das autoridades policiais da época, que eram muito atentas quanto ao que ocorria na comunidade.</p>
<p>Renato Buys, Morador do Abraão</p>
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		<title>Cães e Gatos na Ilha Grande: Conscientização e amor podem fazer diferença</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2016 16:13:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Abandono e maus tratos fazem parte de um lado triste da realidade sofrida por]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>         Abandono e maus tratos fazem parte de um lado triste da realidade sofrida por muitos animais aqui na Ilha Grande. Nem é preciso procurar muito, a cada esquina, restaurante e até mesmo nas praias, podemos ver a quantidade de cachorros (e gatos, mais escondidos, é claro) nas ruas. Observando atentamente muitos têm donos, porém a grande maioria são filhos de crias indesejadas as quais foram jogadas fora à própria sorte, e talvez sorte não seja a palavra adequada, afinal passar fome, frio, agressões e envenenamento de longe pode ser considerado bom.</p>
<p>        Só para se ter uma ideia, nos últimos 3 anos e meio, 326 animais, entre cães e gatos, foram abandonados na porta do pet shop do Nick, no Abraão, e 60% deles foram adotados por turistas, isso sem contar os que frequentemente são deixados na porta da casa do Edson (cachorreiro também do Abraão), como tantos outros que são deixados nas portas dos “amantes” de animais e ainda os que já tivemos conhecimento de serem jogados ao mar ou abandonados na mata sem chance de sobrevivência.</p>
<p>Não é preciso se esforçar para perceber o resultado disso: brigas de cães atrás de cadelas no cio, praias<br />
sujas de cocô, sacos de lixo rasgados (lembrando que o descarte do lixo no horário correto e de maneira<br />
adequada ajudaria muito a evitar) e turistas e moradores incomodados. Em contrapartida a todo caos e<br />
incômodo causado pelo ser irracional abandonado, seres humanos resolveram colocar a mão na massa<br />
e, através de iniciativa da OSIG &#8211; Organização para a Sustentabilidade da Ilha Grande, vêm sendo realizadas campanhas de esterilização (castração) de cães e gatos na Vila do Abraão.</p>
<p>Neste ano a equipe do Dr. Márcio Ferrazzoli esteve presente no Abraão realizando 51 cirurgias, em julho,<br />
e 54 cirurgias em agosto, além de 22 em Palmas em agosto e mais 49 no Abraão em novembro. Além das esterilizações foram realizadas também cirurgia de Piometra, tosas e consultas com doações de medicamentos. Os procedimentos foram oferecidos à comunidade de graça, sendo a única exigência feita, através de um termo de responsabilidade, a de cuidar do pós operatório do animal castrado.</p>
<p>Não é fácil organizar tudo isso, envolve custos financeiros altos, conseguimos cobrir parte deles com<br />
doações de moradores, turistas e pousadas, que ofereceram a hospedagem para equipe como cortesia.<br />
Também uma rifa foi passada através da iniciativa da AMA &#8211; Associação de Moradores do Abraão &#8211; onde<br />
empresários ofereceram seus “produtos” como brinde e o valor arrecadado foi repassado para ajudar nos<br />
gastos da campanha. Mas o principal é que tem muito amor envolvido, conseguir uma equipe que se desloca<br />
de São Paulo para, voluntariamente, durante 4 dias, se dedicar à cuidar dos nossos animais, definitivamente isso não tem preço.</p>
<p>O problema não é meu, não é seu, é nosso.Todos nós somos responsáveis pelo meio em que vivemos, mudar<br />
pequenos hábitos contribui para o desenvolvimento saudável da nossa comunidade, podemos começar descartando o lixo no horário correto de cada rua, nos responsabilizando pelo nosso animal de estimação,<br />
respeitando o próximo.</p>
<p>Enfim, pequenas atitudes, grandes gestos! A todos que de alguma maneira contribuíram para a realização desse trabalho, Dom Mário, Las Sorrentinas, Pousada Lonier, Pousada  Colibri, Barraca do Nelson, Elite Dive Center, Agência LIG, Agência Mariana, Restaurante Marola, Pousada Tapera das Palmas, muito obrigada.</p>
<p>AMA &#8211; Associação de Moradores do Abraão</p>
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		<title>Projeto Ilha Grande Jiu Jitsu &#8211; Equipe Abraão</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2016 15:59:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[voznativa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[A Voz da Ilha]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[abraão]]></category>
		<category><![CDATA[jiu jitsu]]></category>

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		<description><![CDATA[O Projeto Ilha Grande Jiu Jitsu comemora em dezembro de 2015 um ano e]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Projeto Ilha Grande Jiu Jitsu comemora em dezembro de 2015 um ano e meio de funcionamento. Com aulas às terças e quintas-feiras, de 13h às 15h, na Casa de Cultura Constantino Cokotós, na Vila do Abraão, o projeto é totalmente gratuito e aberto à homens e mulheres de todas as idades que se interessem em praticar o esporte.</p>
<p>A prática da Arte Marcial Jiu-Jitsu tem como principal objetivo educar e formar indivíduos com determinação, respeito e disciplina, visando ao resgate da auto-estima e à disseminação da cultura de paz nas comunidades que estão inseridas.</p>
<p>No Abraão, jovens e adultos participam das atividades, fortalecendo o sentimento de pertencimento pelo local e os laços de respeito entre si.</p>
<p>Agradecimentos: Professor Nelson Elias, Adriano D´Aguiar (Casa de Cultura Constatino Cokótos) Grupo Ecológico de Voô da Ilha Grande (GEVIG), Ernani Cristianes Neto, Equipe Objetiva e Pousada Caiçara.</p>
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		<title>Aulas de inglês: Iniciativa da Comunidade para a Comunidade</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2016 15:56:02 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A ideia das aulas de inglês surgiu através da necessidade de uma moradora, Joyce]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A ideia das aulas de inglês surgiu através da necessidade de uma moradora, Joyce Torres, que precisava<br />
do segundo idioma para trabalhar. Como somos carentes de recursos ela recorreu a mim, que aprendi o idioma num intercâmbio em Auckland, Nova Zelândia.</p>
<p>Expliquei que saber falar é diferente de saber ensinar, e eu nunca havia dado aula, ainda assim ela quis tentar, que bom, porque deu muito certo. Depois da nossa primeira aula outras pessoas também me procuraram com a mesma finalidade. Hoje são 10 alunos que fazem aula semanalmente, entre eles: 3 adultos que fazem aula particular e 7 crianças que fazem aula em turma.</p>
<p>Com os adultos trabalho o inglês técnico de acordo com a necessidade de cada um e com as crianças como se fosse uma turma de alfabetização, usamos: músicas, livrinhos, diálogos, pequenos textos, brincadeiras<br />
e etc.</p>
<p>Estou adorando a experiência, para mim está sendo ótimo porque estudo antes de dar as aulas e relembro<br />
coisas que já havia caído no esquecimento.</p>
<p>Bruna Freire, moradora</p>
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		<title>Família Nakamashi: Como começou a colônia japonesa no Bananal</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2015 13:42:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ushizuke Nakamashi desembarcou no Porto de Santos no ano de 1915, onde trabalhou algum]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Ushizuke Nakamashi desembarcou no Porto de Santos no ano de 1915, onde trabalhou algum tempo como estivador. Como costume da época, as esposas dos imigrantes japoneses vinham da terra natal e só<br />
se conheciam por fotografia. Dona Shingue vem do Japão para casar-se com Ushizuke Nakamashi.</p>
<p>Por volta de 1930, Ushizuke Nakamashi visita a Baía da Ilha Grande, percebe uma grande quantidade de<br />
sardinha e resolve explorar o pescado na Praia do Bananal. Quando chegou no Bananal essa pequena comunidade tinha como principal atividade econômica a lavoura familiar. A pesca era ocasional, em canoas ou nas costeiras.</p>
<p>Ushizuke passa então a ser conhecido como João Nakamashi e sua esposa, Maria Nakamashi (era comum<br />
entre os imigrantes adotarem nomes brasileiros para facilitar a comunicação). João começa seu negócio, industrializando a sardinha para vender para a colônia japonesa em São Paulo.</p>
<p>Defumava-se o peixe, para ser consumido em sopas. Após algum tempo, a sardinha passa a ser salgada e<br />
enlatada. A família cresce, com seus filhos Iwauo, Hiroshi, Sakae, Benedito, Maria Esmeralda e Getúlia.<br />
A Fábrica de Sardinha é erguida, os filhos ajudam no trabalho. O filho mais velho Iwauo Nakamashi, e<br />
sua esposa Fuzie Nakamashi, levam em frente o empreendimento e levantam uma nova fábrica, mais ampla e com maquinaria moderna.</p>
<p>No final dessa década, as finanças da família passam por uma grave crise e seu irmão – Hiroshi Nakamashi deixa seu filho Paulo cuidando da família e vem para a Ilha ajudar o irmão. Dois anos depois, volta para São Paulo e Kiyoshi Nakamashi, mais conhecido como Preto, vem ajudar seus pais. Preto ainda trabalhava na sardinha, mas nos meados da década de oitenta a atividade já não se sustentava, por causa do rigor na fiscalização, diminuição na oferta de pescado, concorrências de outras regiões do país e novas Leis Ambientais. Em 1987, os Nakamashis, pioneiros na exploração de sardinha, fecham as portas.</p>
<p>Na década de 1990, Preto e sua esposa Noriko, que tiveram 3 filhos: Roberta, Diego e Rafaela, começaram<br />
a receber visitantes paulistanos por intermédio de amigos e parentes nas instalações da antiga fábrica.<br />
A antiga Fábrica de Sardinha começa a se transformar, então, em Pousada. Antigos tanques de salga viram<br />
quartos, camas são feitas de bambu. Surge a Pousada do Preto, um grande point de jovens que se venturavam num destino ainda pouco explorado. Inclusive naquelas viagens, muitos casais se conheceram, hoje estão casados e ainda frequentam o local responsável pelo início do romance.</p>
<p>Texto por Família Nakamashi</p>
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		<title>Descaso e Acidentes na saída da Trilha de Palmas</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2015 13:30:26 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Há aproximadamente cinco anos, a ponte que liga a T10 até a Praia de]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Há aproximadamente cinco anos, a ponte que liga a T10 até a Praia de Palmas caiu quando, depois de uma forte chuva, a barra estourou. Desde então turistas e moradores encontram dificuldades para sair da trilha e chegar até a praia, muitos tentam passar pela água pulando por pedras escorregadias enquanto outros tentam descer por uma pedra com auxílio de um cabo posto por moradores.</p>
<p>Muitas pessoas não conseguem descer pela pedra e correm risco de escorregar e sofrer sérios acidentes. A população e os turistas precisam de atenção em relação a este assunto, pois em caso de acidente a praia não tem, sequer, uma estrutura de atendimento médico.</p>
<p>Houve um episódio em que uma turista francesa quebrou o pé ao descer a pedra correndo. Socorremos a<br />
moça que chorava de dor e ligamos para emergência. Conseguimos falar com o Corpo de Bombeiros de Mangaratiba e estes disseram que passariam o caso para Angra. Cerca de 30 minutos depois o Corpo de Bombeiros de Angra ligou pedindo a localização da turista, e solicitando que ela não saísse do local, informado que já estavam a caminho. Esperamos uma hora e meia, então, ligamos novamente para saber se já estavam chegando, disseram que sim, e duas horas após esta confirmação eles ligaram dizendo que não poderiam vir e que ela deveria recorrer ao posto de saúde no Abraão.</p>
<p>Por fim, tivemos que colocar a moça no barco do meu marido, que estava trabalhando e a levou para o Abraão. Mais uma vez liguei para o 192 para pedir que uma ambulância aguardasse no Cais, disseram que estariam lá, mas quando chegaram, ele teve que deixar a moça sozinha no barco, correr até o Corpo de Bombeiros e pedir ajuda, só então a turista conseguiu atendimento. Situação Lamentável.</p>
<p>Bruna Freire, 30 anos, moradora.</p>
<p>“Muito difícil descer essa pedra, não tenho mais idade pra isso. Espero que coloquem a ponte de volta.”<br />
Marta, 53 anos, Turista de Itaguaí</p>
<p>“É muito difícil repor uma ponte pequena e necessária? Por favor, facilitem nossa vida, reponham a ponte.” Rachel, 32 anos, Turista Inglesa</p>
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		<title>Um ato de carinho, despertando jovens leitores</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Oct 2015 13:20:31 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Meu nome é Priscila de Araújo Souza, trabalho há 15 anos com turmas multi-anuais]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Meu nome é Priscila de Araújo Souza, trabalho há 15 anos com turmas multi-anuais na Ilha Grande. Procuro sempre trabalhar o lúdico em sala de aula com atividades que tem o objetivo de “despertar o interesse pela leitura, escrita e interpretação de diferentes gêneros textuais”</p>
<p>Em tempos de interatividade via telefone celular e internet, fazer com que as crianças se interessem pela leitura de livros e jornais não é tarefa fácil, mas certamente é fundamental para formar leitores habituais e cidadãos bem informados. Por isso, minha prática pedagógica é baseada nos recursos que são oferecidos para a escola, fazendo um paralelo com a realidade do mundo atual.</p>
<p>O trabalho realizado com o recebimento do Jornal Voz Nativa está sendo um ponto positivo para aprimorar os conhecimentos dos alunos, a partir do reconhecimento das reportagens que são editadas e vivenciadas próximas à realidade da turma.</p>
<p>Priscila Araújo Souza, Diretora da Escola Municipal Thomaz Henrique Mac Cormick</p>
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		<title>Abraão promove I Encontro de Músicos e Cultura Local</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2015 13:14:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[voznativa]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foi a partir da percepção de moradores e instituições do Abraão sobre a importância]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Foi a partir da percepção de moradores e instituições do Abraão sobre a importância de incluir a Ilha<br />
Grande no movimento ‘Agosto Cultural’, desenvolvido pela prefeitura de Angra dos Reis, que surgiu o I<br />
Encontro de Músicos e Cultura Local, evento que reuniu artistas locais em prol da valorização da cultura da Ilha Grande.</p>
<p>Entre shows de Tambores do Abraão, Fanfarra Banda Elite, DJs Junior e Serginho, Bloco FlaIlha, Pratas da Casa e Trio Ipaumguaçu, a Mostra juntou, nos dias 28, 29 e 30 de agosto, turistas e moradores em apresentações, gratuitas e voluntárias. “Toda a programação foi a partir da colaboração. Não tínhamos recursos, mas acreditávamos na ideia e corremos atrás. Muita gente se envolveu e deu certo.” Diz Nelson Ilha, um os organizadores do Encontro.</p>
<p>“Um dos objetivos é fomentar a cultura local, promover o encontro dos músicos entre si e com a  comunidade. Muitas vezes esses artistas ficam isolados, tocando nos restaurantes e bares para os turistas, mas não para o morador.” Disse Rodrigo, responsável pelo projeto Tambores do Abraão e também organizador do evento. “O objetivo de 2015 foi cumprido e no ano que vem queremos que seja muito maior. Nosso sonho é fazer um evento de toda a Ilha Grande. E vamos trabalhar para isso” Continua, Rodrigo.</p>
<p><strong>O Agosto Cultural</strong><br />
Com o objetivo de mostrar que nem só de lindas praias e ilhas paradisíacas vive Angra dos Reis, o<br />
Agosto Cultural oferece a moradores e turistas uma programação extensa, que vai de teatro, música, artes plásticas e fotografia até rodas de conversa, seminários e exibição de filmes, mostrando a efervescência da cultura e do entretenimento no município.</p>
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		<title>Amor pela Ilha em forma de versos</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2015 12:58:25 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[cosminho]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[voz da ilha]]></category>

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		<description><![CDATA[Nascido e criado em Aroeira, Cosminho cresceu junto de seus 15 irmãos, seus pais]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Nascido e criado em Aroeira, Cosminho cresceu junto de seus 15 irmãos, seus pais e apenas outras cinco<br />
famílias. Quando adulto, foi morar no Abraão. Com emoção se lembra do tempo de infância e juventude.</p>
<p><strong>A história do nascimento. Em pleno carnaval!</strong><br />
Eu e mais 12 irmãos nascemos em casa. Naquele tempo tinham as parteiras que faziam os partos em casa. Meu pai foi pro outro lado de canoa, remando 40 minutos, buscar a parteira. Nasci no dia 15 de fevereiro de 1955, 3º dia de carnaval, às 5 horas da manhã. Quando cai em cima da cama, já cai sambando.  </p>
<p><strong>O tempo bom da infância na roça</strong><br />
Aquele tempo da infância era muito bom porque vivíamos tranquilos.A gente não tinha dinheiro, mas era igual a fazendeiro, vivia a sorrir porque tudo que plantava, colhia. Batata, feijão, aipim. Com 7 anos eu já ia para a roça. Quando o dia começava a clarear, seguíamos o caminho dentro da trilha, cerca de 40 minutos a uma hora. Meu pai tinha bastante pina, cana, íamos limpar cana, trazíamos saco de batatas, muita coisa. Nós levávamos o peixe, e lá já tinha a banana, a casa de farinha, a nascente d´água. Fazíamos o pirão de peixe, almoçávamos lá, só voltávamos pra casa quando o sol ia se escondendo por trás da serra.</p>
<p><strong>Carnaval do nascimento à juventude</strong><br />
Ê tempo bom de carnaval! A gente ia num dia e voltava no outro quando o sol estava saindo por cima da Marambaia. Ia em casa, dormia um pouco, e depois voltava. Fazia o carnaval em casa, botava mesa enorme com angu, batata, e o dono da casa não queria acabar. Era tanta gente que a casa não cabia e íamos para o lado de fora. Aqueles blocos com sanfona, triângulo, pandeiro, lata batendo. E tinha baile de calango no Farol do Castelhano! Eu não parava o carnaval inteiro.</p>
<p><strong>A ida para o Abraão e seus escritos sobre a saudade</strong></p>
<p>Lá onde eu morava em Aroeira tinha cerca de 5 famílias só. Depois todos os moradores foram embora, um<br />
alemão comprou Aroeira e saímos da beira da praia e fomos para dentro, para cima, perto da escola – hoje desativada. Então eu saí de lá pela necessidade, que minha mãe tinha problema de saúde e lá não tinha estrutura, peguei um dinheirinho e comprei uma casa aqui no Abraão. Depois por conta da necessidade foi todo mundo se mudando. Eu saí de onde eu nasci, mas não da minha terra, vim para o Abraão. Isso acalma meu coração.</p>
<p>“Um dia eu parti daqui chorando,<br />
com o coração palpitando, mas o meu amor não chegou ao fim.<br />
Hoje eu voltei pra matar a saudade da felicidade de onde eu nasci.”</p>
<p>Versos escritos por Cosminho</p>
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		<title>III Encontro de Pintores e Paisagistas Brasileiros</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2015 13:11:18 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>As águas cristalinas, os barcos e o calmo vai-e-vem de turistas e moradores do Abraão formam o cenário perfeito para que artistas do Brasil inteiro desenvolvam suas pinturas, dando forma ao III Encontro<br />
de Pintores e Paisagistas Brasileiros da Ilha Grande, iniciativa da Pousada Pé na Areia em parceria com<br />
a OSIG (Organização para Sustentabilidade da Ilha Grande).</p>
<p>Nem mesmo a chuva dos dias 26, 27 e 28 de setembro foi suficiente para ofuscar a beleza da Vila que servia, durante o evento, de estúdio e objeto para os pintores presentes. “A Ilha é um prato cheio para quem é artista. A beleza natural desse lugar já é extremamente inspiradora. Pintar aqui é muito especial” Diz Sandra Perreto, artista participante desta edição.</p>
<p>Para Luiz Fernando Queiroz, nativo da Ilha Grande e idealizador do projeto, o intuito é espalhar arte pela Ilha, que já é rica em belezas naturais, mas pouco explorada culturalmente.</p>
<p>“Eu particularmente gosto muito de todo tipo de arte: música, pintura, teatro. A Ilha Grande precisa<br />
deste incentivo. As praias e a natureza já são um atrativo, mas a parte cultural e a educação também devem ser melhoradas. A ideia é que ano que vem tenham oficinas destes artistas com as crianças da Ilha<br />
Grande. Vamos precisar de tinta, telas, material e eu queria muito convidar as pousadas, restaurantes e demais moradores para apoiar. Desejo que isso se torne um evento da Ilha.” Diz Luiz Fernando. Para apoiar esse e outros projetos de arte, entre em contato com o Luiz Fernando, na Pousada e Restaurante<br />
Pé na Areia. Vamos fazer juntos uma ilha mais cultural.</p>
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