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	<title>Voz Nativa &#187; cultura</title>
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		<title>III Encontro de Pintores e Paisagistas Brasileiros</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2015 13:11:18 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>As águas cristalinas, os barcos e o calmo vai-e-vem de turistas e moradores do Abraão formam o cenário perfeito para que artistas do Brasil inteiro desenvolvam suas pinturas, dando forma ao III Encontro<br />
de Pintores e Paisagistas Brasileiros da Ilha Grande, iniciativa da Pousada Pé na Areia em parceria com<br />
a OSIG (Organização para Sustentabilidade da Ilha Grande).</p>
<p>Nem mesmo a chuva dos dias 26, 27 e 28 de setembro foi suficiente para ofuscar a beleza da Vila que servia, durante o evento, de estúdio e objeto para os pintores presentes. “A Ilha é um prato cheio para quem é artista. A beleza natural desse lugar já é extremamente inspiradora. Pintar aqui é muito especial” Diz Sandra Perreto, artista participante desta edição.</p>
<p>Para Luiz Fernando Queiroz, nativo da Ilha Grande e idealizador do projeto, o intuito é espalhar arte pela Ilha, que já é rica em belezas naturais, mas pouco explorada culturalmente.</p>
<p>“Eu particularmente gosto muito de todo tipo de arte: música, pintura, teatro. A Ilha Grande precisa<br />
deste incentivo. As praias e a natureza já são um atrativo, mas a parte cultural e a educação também devem ser melhoradas. A ideia é que ano que vem tenham oficinas destes artistas com as crianças da Ilha<br />
Grande. Vamos precisar de tinta, telas, material e eu queria muito convidar as pousadas, restaurantes e demais moradores para apoiar. Desejo que isso se torne um evento da Ilha.” Diz Luiz Fernando. Para apoiar esse e outros projetos de arte, entre em contato com o Luiz Fernando, na Pousada e Restaurante<br />
Pé na Areia. Vamos fazer juntos uma ilha mais cultural.</p>
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		<title>Jackson, um jovem sanfoneiro e seu amor pelo Calango da Ilha Grande</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2015 10:42:06 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Fale um pouco de você… Sou Jackson dos Santos Pires, tenho 21 anos, sou]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Fale um pouco de você…</strong></p>
<p>Sou Jackson dos Santos Pires, tenho 21 anos, sou apaixonado por música, minha mãe é nativa da Ilha Grande, da Praia do Morcego, e meu pai é do Rio de Janeiro. Eu não nasci aqui, mas sinto como se fosse natural da Ilha. Na verdade, é porque eu fui feito aqui.</p>
<p><strong>E como a música começou na sua vida?</strong></p>
<p>Com quatro anos ganhei minha primeira sanfona de brinquedo. No começo eu não me interessava, e deixei ela de lado. Mais ou menos com seis anos comecei a prestar atenção ao som e no jeito que o Constantino, grande sanfoneiro da Ilha Grande, tocava a sanfona dele e comecei a pegar gosto. Acabei aprendendo sozinho e gostando muito.</p>
<p><strong>E qual é a música que você toca? E por quê?</strong></p>
<p>Eu nunca gostei muito de escola. Minha história é mesmo com a música. Desde os seis anos de idade me interessei pela música daqui, que é o Calango. O Calango tem uma batida parecida com o forró e usa o pandeiro, o reco-reco e a sanfona. O calango conta a história da Ilha e faz parte da nossa cultura.</p>
<p><strong>Qual a importância de se manter o Calango na Ilha Grande?</strong></p>
<p>Para mim, as músicas contam sobre a história dos lugares e o Calango conta sobre a história da Ilha Grande. A música fala do passado, da cultura, da história. É isso que eu quero preservar, por isso cumpro meu papel fazendo festas na minha casa, dando continuidade ao conjunto Pratas da Casa e tocando em festas na Ilha. Sou apaixonado por esse lugar e não quero que a história se perca!</p>
<p><a href="http://voznativa.eco.br/wp-content/uploads/2015/08/jackson2.jpg"><img class="  wp-image-771 aligncenter" src="http://voznativa.eco.br/wp-content/uploads/2015/08/jackson2-300x208.jpg" alt="jackson2" width="341" height="252" /></a></p>
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		<title>Ilha Grande marca presença em Encontro de Turismo de Base Comunitária</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jul 2015 11:48:25 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Entre os dias 23 e 25 de julho, a Secretaria de Turismo de Paraty]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Entre os dias 23 e 25 de julho, a Secretaria de Turismo de Paraty e a TurisANGRA realizaram, em Tarituba, o I Encontro de Turismo de Base Comunitária (TBC) da Costa Verde. O objetivo principal foi reunir representantes de comunidades tradicionais caiçaras, quilombolas, indígenas e produtores rurais para trocar experiências, dividir desafios e traçar diretrizes para a qualificação do Turismo de Base Comunitária na região.</p>
<p>A presença de lideranças de diferentes localidades deu força ao Encontro e enriqueceu a troca de experiências sobre um turismo que prioriza a cultura, história e tradição local e coloca como protagonista, não os interesses econômicos, mas o território e seu povo.</p>
<p>O evento teve mesa de debates, grupos de trabalho e programação cultural com apresentações, como cirandas, jongos, corais e contos, com artistas caiçaras, quilombolas e indígenas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://voznativa.eco.br/wp-content/uploads/2015/08/tbc2.jpg"><img class=" size-medium wp-image-745 alignnone" src="http://voznativa.eco.br/wp-content/uploads/2015/08/tbc2-300x208.jpg" alt="tbc2" width="300" height="208" /></a><a href="http://voznativa.eco.br/wp-content/uploads/2015/08/tbc4.jpg"><img class=" size-medium wp-image-747 alignleft" src="http://voznativa.eco.br/wp-content/uploads/2015/08/tbc4-300x208.jpg" alt="tbc4" width="300" height="208" /></a></p>
<p>As mesas de trabalho foram divididas de acordo com o envolvimento de cada participante com o tema proposto e culminaram na definição de próximos passos para cada um dos temas: Políticas Públicas; Práticas Sustentáveis; Formas de organização e redes; Espaços comunitários e calendário de eventos e cartografia TBC.</p>
<p><a href="http://voznativa.eco.br/wp-content/uploads/2015/08/tbc5.jpg"><img class=" size-medium wp-image-748 aligncenter" src="http://voznativa.eco.br/wp-content/uploads/2015/08/tbc5-300x208.jpg" alt="tbc5" width="300" height="208" /></a></p>
<p>Além dos organismos de turismo das duas cidades, também apoiaram o seminário a Fundação de Cultura de Angra (Cultuar), as secretarias de Atividades Econômicas e de Meio Ambiente de Angra, a Universidade Federal Fluminense (Angra), a Universidade Federal Rural do Rio e a Eletronuclear. O Voz Nativa foi responsável por mobilizar representantes da Ilha Grande para participar do evento da discussão, tão importante para toda a Costa Verde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8211; Com este encontro, buscamos identificar o que vem sendo realizado no setor de turismo de base comunitária, promovendo a troca de experiências e dando visibilidade às iniciativas existentes na Costa Verde. Queremos buscar novas estratégias para a consolidação deste importante eixo do turismo sustentável que promove o desenvolvimento social, cultural e ambiental &#8211; destacou o secretário de Turismo de Paraty, Wladimir Santander.</p>
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		<title>Identidade Territorial</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Oct 2014 19:39:49 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Desta vez eu irei comentar sobre sentimento de territorialidade. O porquê disto? Se eu]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Desta vez eu irei comentar sobre sentimento de territorialidade. O porquê disto? Se eu estiver dentro da casa do meu melhor amigo, e ao desembalar uma bala jogar o papel da embalagem no chão da sala, com certeza, ele me chamaria a atenção por este feito.</p>
<p>Parece que quando saímos de nossa casa, a rua não nos pertence mais, a praça, a calçada, a praia etc. Podemos sim ter uma postura diferenciada para com o nosso bairro, mas para isto é necessário conhecer nossa história.</p>
<p>A história da Ilha Grande é muito antiga. Vamos encontrá-la nos livros do período das Grandes Navegações e nos registros navais e geográficos feitos pelo alemão Hans Staden, onde ele dava depoimento sobre os indígenas. Por pouco, não foi pelo nosso grande índio Cunhambebe, dos Tamoios desta região. Outro fato histórico foi a flotilha Inglesa de Cavendish que aportou no Abraão no ano de 1591. Os moradores antigos da região e os navegadores da época chamavam o Abraão de ABRÃO.</p>
<p>Não vou me aprofundar sobre os detalhes destas histórias, mesmo porque não sou historiador e isto está registrado para quem quiser pesquisar sobre diferentes períodos da Ilha Grande até os dias atuais. Mas gostaria de mencionar que, apesar de algumas pessoas não gostarem de história do país e do Mundo, ou qualquer outra que seja, tem uma história que o ser humano não pode deixar de conhecer, é a história dele mesmo, de seus pais, de seus avos e bisavós.<br />
Esta é a única maneira dos seres humanos não darem continuidade a determinados erros, preconceitos do passado e também de valorizarmos as coisas boas que foram realizadas e deram credibilidade para a sua própria existência.<br />
Hoje eu compreendo que, no período de 1900 à 1994, a Ilha Grande sofreu quatro influências econômicas e as leis ambientais também trouxeram para a comunidade grandes conflitos, já que esta não teve oportunidade ou tempo para acessar as informações do que estaria acontecendo na região, gerando grande desequilíbrio.<br />
Para sua própria readaptação e sustentabilidade no local, algumas pessoas deixaram seus costumes de lado. Isto justifica a descontinuidade de atividades culturais locais. Se hoje ainda a cultura é vista mais ou menos legal no país, não precisa nem falar de um passado próximo de nossos agentes culturais. Imagine aqui na Ilha Grande.<br />
O Brasil conseguiu construir alguma legislação no âmbito federal para cultura, aprovada agora em 2010. Podemos ver que o processo está apenas começando. O que não é justificável é que alguns moradores e pessoas que sobrevivem desta economia na localidade não têm conhecimento desta história no seu dia a dia para oferecer ao turista, que vem de diferentes lugares do mundo para nos visitar e ficam questionando: qual é a história disto, o que é aquilo? E assim vai nosso cliente embora com a mesma indagação.<br />
O que é pior, são os jovens e adolescentes que vem reproduzindo a mesma desinformação, e com isto vamos desvalorizando a atual economia. A história e cultura do local seriam a cereja do bolo deste modelo econômico, um produto cultural extraordinário. E por falar em produto cultural, a economia atual destruiu uns dos últimos produtos culturais da Ilha Grande, em um período curtíssimo, entre sete e nove anos aproximadamente, a implantação econômica desordenada entrou em choque com que havia sobrado das atividades culturais tradicionais com uma relação comunitária. Foi proibido pela lei do silêncio, levando a extinção destas ações na região. O FORRÓ DE CASA.</p>
<p>Com esta ação egocêntrica de alguns comerciantes, hoje vejo que foi de uma ignorância sem mérito de classificação, o turista iria adorar estar na ilha e participar de um entretenimento cultural diferenciado ou único na região Costa Verde.</p>
<p>Após 20 anos do desenvolvimento da economia do turismo na Ilha Grande, e por estarmos entre o 2º ou 3º índice pluviométrico<br />
do país, quando chove, o clima não fica muito agradável para o turismo náutico e ecológico, e nada mais se tem para oferecer.</p>
<p>Há não ser questionar, o que tem para se fazer? Esta foi mais uma reflexão sobre o sentimento de territorialidade para que você também possa rever os seus conceitos e suas práticas na Ilha Grande, e, que com este texto possamos refletir e contribuir com melhores idéias e<br />
ações no conceito coletivo para região.</p>
<p>Adriano Fabio da Guia &#8211; Contramestre de Capoeira, Coordenador do Projeto Arena Cultural da Ilha Grande e do Centro Cultural Constantino Cokotós.</p>
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		<title>Provas de um erro</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Oct 2014 19:05:19 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[São de notar, na foto, vastas áreas sem florestas, usadas em processos agrícolas, plantações]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>São de notar, na foto, vastas áreas sem florestas, usadas em processos agrícolas, plantações de cana, café e outras culturas.<br />
São também de notar na moldura do primeiro plano, constituído pelo prédio da terceira classe do Lazareto, as palmeiras imperiais que já lá estavam na época, mostrando que nem são invasoras, nem rápidas, nem malfeitoras a tal ponto que justifiquem a guerra de extermínio que lhes dedicou o INEA, anos depois, neste infeliz 2014.<br />
E por falar em preservação, mesmo não falando, é uma honra lembrarmos de como é sábio no assunto o povo da Ilha, o meu povo, que no ano de 1966, quando conheci Lopes Mendes, mantinha naquela praia mais de duzentas casas, bares, dois blocos de Carnaval e uma grande população. Hoje, não há quem pense, sequer, que isso foi um dia possível, sem tê-la conhecido antes.</p>
<p>Por Renato Buys</p>
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		<title>O fim do presídio trouxe turistas e mudanças</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2014 18:56:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Em entrevista ao jornal Voz Nativa, Anderson de Araujo Pontes, professor de Geografia e]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em entrevista ao jornal Voz Nativa, Anderson de Araujo Pontes, professor de Geografia e atual diretor do ensino médio no Colégio Estadual Brigadeiro Nóbrega, contou sobre sua experiência no período que o presídio ainda funcionava na Ilha e das mudanças que vem acontecendo até os dias atuais impulsionadas pelo turismo.</p>
<p>Mesmo tendo nascido no Rio de Janeiro, ele se considera um &#8220;badjeco&#8221;. Sua família por parte de mãe tem raízes na Ilha desde o período colonial. Anderson sempre frequentou a Ilha e morou com seu pai, que era policial, em Dois Rios, no período em que aqui funcionava o presídio. Segundo ele, era um presídio de segurança máxima que não oferecia risco aos moradores.</p>
<p>Anderson lembrou também da fuga de helicóptero do traficante Escadinha em Dois Rios. Ele ainda era criança, com aproximadamente 11 anos, e não entendia muito bem toda a tensão daquele dia, mas com o tempo percebeu que aquele acontecimento se tornou um marco na história do presídio.</p>
<p>Com 40 anos, o professor lembra que os moradores da Ilha Grande eram dependentes do presídio, que fornecia para a população luz e até alimento. Naquele tempo, para chegar ao continente não era tão fácil como hoje, pois existiam poucas embarcações e a alimentação era baseada na pesca, plantações e o auxílio do presídio. Ele fala ainda que o turismo era discreto na época, não existindo a quantidade de pousadas e comércio que temos hoje.</p>
<p>Para ele, a Ilha Grande tinha mais peixes antigamente. Os pescadores conseguiam pescar mais qualidades e agora é mais difícil encontrar os peixes que antes era comuns. Conta que a sardinha nunca foi muito apreciada pelos moradores e até hoje não é muito diferentes, porém, já foi um importante meio de trabalho, pois na década de 80 muitas fábricas de sardinha funcionaram em vários pontos da ilha e empregavam muitas pessoas.</p>
<p>Anderson lembra que, quando era pequeno, ia caçar junto com o avô na mata e tinha uma grande diversidade de animais: paca, tatu, gambá, macaco, entre outros. Ele ressalta que hoje não é mais permitido a caça de animais silvestres e que a fiscalização ambiental trabalha para a preservação das espécies. Emocionado disse que guarda e usa com carinho o pente que foi de seu avô feito de osso.</p>
<p><strong>Fala sério, JOU!</strong></p>
<p><strong>Uma nova realidade</strong></p>
<p>Hoje, de acordo com o professor, temos outro contexto social. Depois que o presídio deixou de existir, o turismo não parou de crescer e a natureza passou a ser a principal fonte de renda: as praias, a mata, entre outros. Para ele o problema é quando quem atende o turista só está preocupado em ganhar e esquece-se de incentivar a preservação. Como exemplo ele citou que muitos vendem passeios de barco, sem ter a preocupação se o turista vai jogar a garrafinha de água vazia no mar ou deixar pela mata e desabafa:” Não tem problema, já pagou a passagem!&#8221;</p>
<p>Anderson pontua que o crescimento do turismo trouxe pontos positivos e negativos. A maioria dos moradores vive hoje direta ou indiretamente do turismo, que proporciona uma melhor condição financeira. Para ele, o ponto negativo é a invasão do turista &#8220;pirata&#8221;, que é aquele turista que vem para Ilha Grande, destrói, polui e não gera o mínimo possível de capital e vai embora deixando seu lixo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Viviane Alves Mello</p>
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		<title>Identidade Cultural</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Oct 2014 17:40:45 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[identidade cultural]]></category>
		<category><![CDATA[resgate cultural]]></category>

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		<description><![CDATA[Venho refletindo sobre a cultura na comunidade onde moro, onde trabalho como agente cultural,]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Venho refletindo sobre a cultura na comunidade onde moro, onde trabalho como agente cultural, Vila do Abraão na Ilha Grande, Angra dos Reis RJ.</p>
<p>A cultura e a identidade de um povo!</p>
<p>Pois bem! Se perguntarmos a qualquer um que está trabalhando na atual economia do turismo local, qual é a cultura da Ilha Grande? Arrisco a dizer que a resposta seria: não sei!</p>
<p>Se perguntarmos a um adolescente ou jovem da Ilha, a mesma questão, muitos ficariam estarrecidos procurando o que responder.</p>
<p>A grande verdade é que sem identidade cultural não haverá sentimento de pertencimento regional, não há valor sobre o território no qual você mora.</p>
<p>Podemos proporcionar a melhor formação  intelectual, conscientização ambiental, qualificação profissional, oferecer as melhores condições de vida, que nada adianta, se não tivermos este sentimento de pertencimento territorial.</p>
<p>Esta é a primeira coisa que uma sociedade precisa ter para que possamos proporcionar o empoderamento  social cultural  e econômico.</p>
<p>Como fazer??? Eu não tenho a fórmula.</p>
<p>Mas algumas coisas bem simples podem ajudar a promover uma reformulação do nosso entorno.Acho que estamos apontando muito para os outros os problemas que estão acontecendo com  os nossos jovens nos dias de hoje.</p>
<p>A culpa é da escola? do governo? do sistema? de quem será?  Você também tem sua parcela de culpa sim!</p>
<p>Poderíamos contribuir com pequenas ações na formação social e cultural dentro da nossa comunidade. Pois é! Aquela reunião de família, um almoço ou jantar com os nossos filhos e avós para lembrar de nossos costumes e histórias vividas, momentos inesquecíveis, também de muitas dificuldades e superação, que uniram ainda mais nossos familiares.</p>
<p>A quanto tempo não acontecem?</p>
<p>Poderia citar outros exemplos, mas vou deixar você refletir sobre o que poderia fazer para que seus pais, avós, filhos e amigos poderia obter  tais informações para ter esta identidade cultural.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Adriano Fabio da Guia – Professor de Capoeira e Coordenador do Centro Cultural Constantino Cokotós</p>
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