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	<title>Voz Nativa &#187; história</title>
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		<title>Identidade Territorial</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Oct 2014 19:39:49 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Desta vez eu irei comentar sobre sentimento de territorialidade. O porquê disto? Se eu]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Desta vez eu irei comentar sobre sentimento de territorialidade. O porquê disto? Se eu estiver dentro da casa do meu melhor amigo, e ao desembalar uma bala jogar o papel da embalagem no chão da sala, com certeza, ele me chamaria a atenção por este feito.</p>
<p>Parece que quando saímos de nossa casa, a rua não nos pertence mais, a praça, a calçada, a praia etc. Podemos sim ter uma postura diferenciada para com o nosso bairro, mas para isto é necessário conhecer nossa história.</p>
<p>A história da Ilha Grande é muito antiga. Vamos encontrá-la nos livros do período das Grandes Navegações e nos registros navais e geográficos feitos pelo alemão Hans Staden, onde ele dava depoimento sobre os indígenas. Por pouco, não foi pelo nosso grande índio Cunhambebe, dos Tamoios desta região. Outro fato histórico foi a flotilha Inglesa de Cavendish que aportou no Abraão no ano de 1591. Os moradores antigos da região e os navegadores da época chamavam o Abraão de ABRÃO.</p>
<p>Não vou me aprofundar sobre os detalhes destas histórias, mesmo porque não sou historiador e isto está registrado para quem quiser pesquisar sobre diferentes períodos da Ilha Grande até os dias atuais. Mas gostaria de mencionar que, apesar de algumas pessoas não gostarem de história do país e do Mundo, ou qualquer outra que seja, tem uma história que o ser humano não pode deixar de conhecer, é a história dele mesmo, de seus pais, de seus avos e bisavós.<br />
Esta é a única maneira dos seres humanos não darem continuidade a determinados erros, preconceitos do passado e também de valorizarmos as coisas boas que foram realizadas e deram credibilidade para a sua própria existência.<br />
Hoje eu compreendo que, no período de 1900 à 1994, a Ilha Grande sofreu quatro influências econômicas e as leis ambientais também trouxeram para a comunidade grandes conflitos, já que esta não teve oportunidade ou tempo para acessar as informações do que estaria acontecendo na região, gerando grande desequilíbrio.<br />
Para sua própria readaptação e sustentabilidade no local, algumas pessoas deixaram seus costumes de lado. Isto justifica a descontinuidade de atividades culturais locais. Se hoje ainda a cultura é vista mais ou menos legal no país, não precisa nem falar de um passado próximo de nossos agentes culturais. Imagine aqui na Ilha Grande.<br />
O Brasil conseguiu construir alguma legislação no âmbito federal para cultura, aprovada agora em 2010. Podemos ver que o processo está apenas começando. O que não é justificável é que alguns moradores e pessoas que sobrevivem desta economia na localidade não têm conhecimento desta história no seu dia a dia para oferecer ao turista, que vem de diferentes lugares do mundo para nos visitar e ficam questionando: qual é a história disto, o que é aquilo? E assim vai nosso cliente embora com a mesma indagação.<br />
O que é pior, são os jovens e adolescentes que vem reproduzindo a mesma desinformação, e com isto vamos desvalorizando a atual economia. A história e cultura do local seriam a cereja do bolo deste modelo econômico, um produto cultural extraordinário. E por falar em produto cultural, a economia atual destruiu uns dos últimos produtos culturais da Ilha Grande, em um período curtíssimo, entre sete e nove anos aproximadamente, a implantação econômica desordenada entrou em choque com que havia sobrado das atividades culturais tradicionais com uma relação comunitária. Foi proibido pela lei do silêncio, levando a extinção destas ações na região. O FORRÓ DE CASA.</p>
<p>Com esta ação egocêntrica de alguns comerciantes, hoje vejo que foi de uma ignorância sem mérito de classificação, o turista iria adorar estar na ilha e participar de um entretenimento cultural diferenciado ou único na região Costa Verde.</p>
<p>Após 20 anos do desenvolvimento da economia do turismo na Ilha Grande, e por estarmos entre o 2º ou 3º índice pluviométrico<br />
do país, quando chove, o clima não fica muito agradável para o turismo náutico e ecológico, e nada mais se tem para oferecer.</p>
<p>Há não ser questionar, o que tem para se fazer? Esta foi mais uma reflexão sobre o sentimento de territorialidade para que você também possa rever os seus conceitos e suas práticas na Ilha Grande, e, que com este texto possamos refletir e contribuir com melhores idéias e<br />
ações no conceito coletivo para região.</p>
<p>Adriano Fabio da Guia &#8211; Contramestre de Capoeira, Coordenador do Projeto Arena Cultural da Ilha Grande e do Centro Cultural Constantino Cokotós.</p>
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		<title>Provas de um erro</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Oct 2014 19:05:19 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[São de notar, na foto, vastas áreas sem florestas, usadas em processos agrícolas, plantações]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>São de notar, na foto, vastas áreas sem florestas, usadas em processos agrícolas, plantações de cana, café e outras culturas.<br />
São também de notar na moldura do primeiro plano, constituído pelo prédio da terceira classe do Lazareto, as palmeiras imperiais que já lá estavam na época, mostrando que nem são invasoras, nem rápidas, nem malfeitoras a tal ponto que justifiquem a guerra de extermínio que lhes dedicou o INEA, anos depois, neste infeliz 2014.<br />
E por falar em preservação, mesmo não falando, é uma honra lembrarmos de como é sábio no assunto o povo da Ilha, o meu povo, que no ano de 1966, quando conheci Lopes Mendes, mantinha naquela praia mais de duzentas casas, bares, dois blocos de Carnaval e uma grande população. Hoje, não há quem pense, sequer, que isso foi um dia possível, sem tê-la conhecido antes.</p>
<p>Por Renato Buys</p>
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		<title>O fim do presídio trouxe turistas e mudanças</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2014 18:56:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Em entrevista ao jornal Voz Nativa, Anderson de Araujo Pontes, professor de Geografia e]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em entrevista ao jornal Voz Nativa, Anderson de Araujo Pontes, professor de Geografia e atual diretor do ensino médio no Colégio Estadual Brigadeiro Nóbrega, contou sobre sua experiência no período que o presídio ainda funcionava na Ilha e das mudanças que vem acontecendo até os dias atuais impulsionadas pelo turismo.</p>
<p>Mesmo tendo nascido no Rio de Janeiro, ele se considera um &#8220;badjeco&#8221;. Sua família por parte de mãe tem raízes na Ilha desde o período colonial. Anderson sempre frequentou a Ilha e morou com seu pai, que era policial, em Dois Rios, no período em que aqui funcionava o presídio. Segundo ele, era um presídio de segurança máxima que não oferecia risco aos moradores.</p>
<p>Anderson lembrou também da fuga de helicóptero do traficante Escadinha em Dois Rios. Ele ainda era criança, com aproximadamente 11 anos, e não entendia muito bem toda a tensão daquele dia, mas com o tempo percebeu que aquele acontecimento se tornou um marco na história do presídio.</p>
<p>Com 40 anos, o professor lembra que os moradores da Ilha Grande eram dependentes do presídio, que fornecia para a população luz e até alimento. Naquele tempo, para chegar ao continente não era tão fácil como hoje, pois existiam poucas embarcações e a alimentação era baseada na pesca, plantações e o auxílio do presídio. Ele fala ainda que o turismo era discreto na época, não existindo a quantidade de pousadas e comércio que temos hoje.</p>
<p>Para ele, a Ilha Grande tinha mais peixes antigamente. Os pescadores conseguiam pescar mais qualidades e agora é mais difícil encontrar os peixes que antes era comuns. Conta que a sardinha nunca foi muito apreciada pelos moradores e até hoje não é muito diferentes, porém, já foi um importante meio de trabalho, pois na década de 80 muitas fábricas de sardinha funcionaram em vários pontos da ilha e empregavam muitas pessoas.</p>
<p>Anderson lembra que, quando era pequeno, ia caçar junto com o avô na mata e tinha uma grande diversidade de animais: paca, tatu, gambá, macaco, entre outros. Ele ressalta que hoje não é mais permitido a caça de animais silvestres e que a fiscalização ambiental trabalha para a preservação das espécies. Emocionado disse que guarda e usa com carinho o pente que foi de seu avô feito de osso.</p>
<p><strong>Fala sério, JOU!</strong></p>
<p><strong>Uma nova realidade</strong></p>
<p>Hoje, de acordo com o professor, temos outro contexto social. Depois que o presídio deixou de existir, o turismo não parou de crescer e a natureza passou a ser a principal fonte de renda: as praias, a mata, entre outros. Para ele o problema é quando quem atende o turista só está preocupado em ganhar e esquece-se de incentivar a preservação. Como exemplo ele citou que muitos vendem passeios de barco, sem ter a preocupação se o turista vai jogar a garrafinha de água vazia no mar ou deixar pela mata e desabafa:” Não tem problema, já pagou a passagem!&#8221;</p>
<p>Anderson pontua que o crescimento do turismo trouxe pontos positivos e negativos. A maioria dos moradores vive hoje direta ou indiretamente do turismo, que proporciona uma melhor condição financeira. Para ele, o ponto negativo é a invasão do turista &#8220;pirata&#8221;, que é aquele turista que vem para Ilha Grande, destrói, polui e não gera o mínimo possível de capital e vai embora deixando seu lixo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Viviane Alves Mello</p>
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		<title>Os Sambaquis da Ilha Grande</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Sep 2014 17:34:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[voznativa]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por volta de 10 mil anos atrás, as transformações da natureza foram responsáveis pelo]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Por volta de 10 mil anos atrás, as transformações da natureza foram responsáveis pelo deslocamento das populações que habitavam o continente americano. A elevação dos níveis de temperatura e dos oceanos motivou os homens dessa época a se deslocarem para as regiões litorâneas da América. A presença humana nessas localidades foi comprovada por meio de aglomerados de conchas e restos de peixes com alguns metros de altura.</p>
<p>O nome desse tipo de formação calcária ficou conhecido como sambaqui, termo em tupi que significa “monte de conchas”. A tese mais comum sobre a existência dos sambaquis explica que a sucessão de comunidades litorâneas foi responsável pela acumulação de conchas, ossos de peixes e outros restos de alimento próximos a vestígios de casas e ossadas humanas. Sabe-se que os sambaquieiros, de norte a sul do Brasil, eram pescadores, juntavam conchas, construíam morros e ali enterravam seus mortos. Mas desde a função dos sambaquis até as habilidades manuais desses grupos, passando por rituais de sepultamento e de manejo de vegetais, há diferenças marcantes de uma região para outra.</p>
<p>No Rio de Janeiro, os grupos fabricavam lâminas de machado, pontas de lanças e outras, utilizadas para a pesca. No sítio Ilhote do Leste, na Ilha Grande, Maria Cristina Tenório, arqueóloga do Museu Nacional, estima que teriam sido polidas mais de 200 mil pedras para servirem como lâminas. Ainda hoje, caminhando na região, pela praia do Aventureiro, podem ser vistos os blocos de pedra usados para fabricar essas ferramentas. Como não há sinais de conflitos internos ou com outros grupos, acredita-se que essas ferramentas serviam para cortar a madeira para a construção de canoas e cabanas, ou em trocas com grupos de outros sambaquis próximos.</p>
<p>A formação dessas comunidades corresponde à transformação dos hábitos alimentares do homem pré-histórico das Américas. Com o passar do tempo, a caça e a coleta perderam espaço para uma dieta marcada pelo sistemático consumo de peixes, crustáceos e outros frutos do mar. Nos terrenos próximos aos sambaquis, foi comprovado, através de achados, que suas comunidades desenvolveram o artesanato, a escultura e trabalharam com a pedra polida ( que era feito com água, areia e pedra na pedra).</p>
<p>No Brasil, os Sambaquis podem ser encontrados ao longo do litoral nordestino, no Rio de Janeiro , em São Paulo, e em outras partes do litoral gaúcho. Os maiores sambaquis brasileiros foram encontrados nas cidades de São Francisco do Sul, Jaguaruna, Laguna e Garuva, no estado de Santa Catarina, onde temos formações com 30 metros de altura e 400 metros de extensão. O mais antigo sambaqui brasileiro foi encontrado no Vale do Ribeira, em São Paulo, e tem aproximadamente nove mil anos de existência. Mais do que reportar um dado do passado, a pesquisa sobre os sambaquis traça o surgimento e os deslocamentos humanos nas Américas, responsáveis pelas transformações ocorridas até os dias atuais.</p>
<p>Júnior Barros</p>
<p>Bibliografia: http://guiadoestudante.abril.com.br/</p>
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