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	<title>Voz Nativa &#187; poesia</title>
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		<title>Amor pela Ilha em forma de versos</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2015 12:58:25 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[A Voz da Ilha]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
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		<description><![CDATA[Nascido e criado em Aroeira, Cosminho cresceu junto de seus 15 irmãos, seus pais]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Nascido e criado em Aroeira, Cosminho cresceu junto de seus 15 irmãos, seus pais e apenas outras cinco<br />
famílias. Quando adulto, foi morar no Abraão. Com emoção se lembra do tempo de infância e juventude.</p>
<p><strong>A história do nascimento. Em pleno carnaval!</strong><br />
Eu e mais 12 irmãos nascemos em casa. Naquele tempo tinham as parteiras que faziam os partos em casa. Meu pai foi pro outro lado de canoa, remando 40 minutos, buscar a parteira. Nasci no dia 15 de fevereiro de 1955, 3º dia de carnaval, às 5 horas da manhã. Quando cai em cima da cama, já cai sambando.  </p>
<p><strong>O tempo bom da infância na roça</strong><br />
Aquele tempo da infância era muito bom porque vivíamos tranquilos.A gente não tinha dinheiro, mas era igual a fazendeiro, vivia a sorrir porque tudo que plantava, colhia. Batata, feijão, aipim. Com 7 anos eu já ia para a roça. Quando o dia começava a clarear, seguíamos o caminho dentro da trilha, cerca de 40 minutos a uma hora. Meu pai tinha bastante pina, cana, íamos limpar cana, trazíamos saco de batatas, muita coisa. Nós levávamos o peixe, e lá já tinha a banana, a casa de farinha, a nascente d´água. Fazíamos o pirão de peixe, almoçávamos lá, só voltávamos pra casa quando o sol ia se escondendo por trás da serra.</p>
<p><strong>Carnaval do nascimento à juventude</strong><br />
Ê tempo bom de carnaval! A gente ia num dia e voltava no outro quando o sol estava saindo por cima da Marambaia. Ia em casa, dormia um pouco, e depois voltava. Fazia o carnaval em casa, botava mesa enorme com angu, batata, e o dono da casa não queria acabar. Era tanta gente que a casa não cabia e íamos para o lado de fora. Aqueles blocos com sanfona, triângulo, pandeiro, lata batendo. E tinha baile de calango no Farol do Castelhano! Eu não parava o carnaval inteiro.</p>
<p><strong>A ida para o Abraão e seus escritos sobre a saudade</strong></p>
<p>Lá onde eu morava em Aroeira tinha cerca de 5 famílias só. Depois todos os moradores foram embora, um<br />
alemão comprou Aroeira e saímos da beira da praia e fomos para dentro, para cima, perto da escola – hoje desativada. Então eu saí de lá pela necessidade, que minha mãe tinha problema de saúde e lá não tinha estrutura, peguei um dinheirinho e comprei uma casa aqui no Abraão. Depois por conta da necessidade foi todo mundo se mudando. Eu saí de onde eu nasci, mas não da minha terra, vim para o Abraão. Isso acalma meu coração.</p>
<p>“Um dia eu parti daqui chorando,<br />
com o coração palpitando, mas o meu amor não chegou ao fim.<br />
Hoje eu voltei pra matar a saudade da felicidade de onde eu nasci.”</p>
<p>Versos escritos por Cosminho</p>
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