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	<title>Voz Nativa &#187; praia da longa</title>
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		<title>Cheio de talento, Guilherme conta sua história com produção de réplicas de barcos na Longa</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2015 23:19:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[voznativa]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Meu nome é Guilherme Dias dos Santos, tenho 18 anos, moro na praia da]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Meu nome é Guilherme Dias dos Santos, tenho 18 anos, moro na praia da Longa.</p>
<p>Vou falar um pouco dos meus desafios. Quando eu tinha de 7 a 8 anos eu andava fazendo barcos de isopor com meus amigos, mas tinha um problema: meus amigos não faziam barcos para mim, eu tinha que me virar sozinho para conseguir fazer um barco, meus amigos faziam vários barcos muito legais, eu tentava fazer mas não conseguia porque era muito difícil de fazer, mas eu sempre tentava fazer e uma certa hora eu peguei a manha de fazer um barco, e hoje eu já sei fazer sem nenhuma ajuda de ninguém. Hoje eu faço qualquer tipo de barco.</p>
<p>Foi num certo dia que eu pensei em fazer um barco de madeira, mas não de um tronco, mas sim de caverna uma cópia de um barco de verdade, aí eu comecei a construir, deixei ele quase pronto, mas eu não queria mais fazer porque achei que iria dar muito trabalho, aí foi que eu joguei fora, aí passou uns dias e eu pensei bem mesmo e fui buscar ele no lixo, peguei ele e comecei a construir de novo e fui terminando a cada dia todos os dias que eu chegava depois da escola eu pegava ele para arrumar, aí se passaram uns dias e eu terminei.</p>
<p>Tenho muito orgulho desse barco, porque eu não esperava que eu fosse capaz de construir um barco de madeira e hoje eu consigo fazer vários barcos.</p>
<p><a href="http://voznativa.eco.br/wp-content/uploads/2015/08/jornal04_04.jpg"><img class=" size-medium wp-image-873 aligncenter" src="http://voznativa.eco.br/wp-content/uploads/2015/08/jornal04_04-300x208.jpg" alt="jornal04_04" width="300" height="208" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Tradição e História na Praia da Longa</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2015 20:11:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[voznativa]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há 60 anos existe a Festa de São Pedro seguida do torneio de futebol]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Há 60 anos existe a Festa de São Pedro seguida do torneio de futebol da Praia da Longa. Essa festa nasceu com os próprios pescadores e já virou tradição. É uma forma dos moradores das diversas praias se encontrarem, trazerem o seu time e representarem suas comunidades.</p>
<p>Sempre próximo ao dia 29 de junho, dia de São Pedro e São Paulo, o evento acontece em plena lua cheia, pois essa época não é propícia para pesca e, dessa forma, os pescadores não vão para o mar, sendo assim dá para fazer a festa, dançar forró, beber uma cerveja e jogar futebol no dia seguinte.</p>
<p><strong>A Festa de São Pedro e São Paulo</strong><br />
A divulgação da festa é feita através do rádio, no continente, e cartazes pelas praias. A festa é sempre antecedida de uma missa, da procissão e do leilão. E, para fechar, tem o tradicional forró, com prêmio para o melhor casal dançarino e muita comemoração e empolgação. No leilão, todos os moradores se envolvem e o dinheiro arrecadado ajuda nas despesas da festa e da igreja.</p>
<p><strong>O Torneio de Futebol </strong></p>
<p>O Torneio de Futebol da Longa é sempre uma competição saudável e hoje vemos a importância de se manter essa tradição, pois vem passando de geração para geração e recupera nossa história. Vivo isso há mais de 30 anos, meu filho joga também e é uma emoção grande ver tudo se mantendo. Hoje o campo só existe porque foi feito na enxada pelas mãos de vários moradores, inclusive meus avós. É uma sensação gostosa saber que antigamente os moradores não ficavam à mercê dos governantes, eles metiam a mão na massa. Agora a gente tenta passar para os nossos filhos a ideia de manter a tradição, provar que não precisamos esperar, podemos fazer. O torneio de futebol da praia da Longa é um dos momentos em que diversas praias estão juntas, no campo tem a competição, existem as divergências, mas depois tem a convivência e a amizade. Ai passando de geração para geração, você se sente responsável e percebe que o povo cobra que você faça, porque é muito bom para todos.</p>
<p>O esporte tem essa função, o esporte é aprendizado porque você consegue tirar da derrota coisas boas, o mundo muitas vezes é competitivo e aqui é importante aprender a perder para formar seu caráter. Na Ilha Grande é difícil ter um evento, então é importante manter esse encontro, especialmente no inverno. Muitos só têm esse contato uma vez por ano, e matam as saudades, vão conversar. A intenção é gerar essa interação entre os moradores. No campeonato não tem muita regra, todo mundo na beira do campo, não tem a formalidade, mas mesmo assim acontece há anos e as pessoas vêm. As mulheres vêm também para acompanhar.</p>
<p>Roberto Revelino Leopoldino, nascido na Longa e um dos responsáveis pelo Torneio de Futebol da Praia da Longa</p>
<p>O torneio da praia da Longa é muito importante para a comunidade, pois mantém viva a cultura da comunidade e reúne adultos, jovens e crianças de outras praias para se divertirem e se reverem. Esse torneio acontece há muitas décadas e não podemos deixar essa tradição se perder. No último dia 5 de julho aconteceu, na Praia da Longa, o torneio de futebol tradicional da Festa de São Pedro. No total, estiveram presentes 12 times de diferentes praias. Em primeiro lugar ficou Matariz, em segundo Praia de Fora. O artilheiro foi o Bruno, do Matariz, com saldo de 8 gols.</p>
<p>Guilherme Dias, Lucas Oliveira, Thiago Nunes e Luis Felipe Silva, alunos do Colégio Estadual Pedro Soares e moradores da Praia da Longa.</p>
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		<title>Cachoeira da Longa: Ah! Que falta que faz!</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Jun 2015 11:15:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[voznativa]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[A Voz da Ilha]]></category>
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		<description><![CDATA[A água da cachoeira está fazendo muita falta para os moradores da Praia da]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A água da cachoeira está fazendo muita falta para os moradores da Praia da Longa. Antes a cachoeira era tão cheia que a barra atravessava na praia com tanta pressão que nós brincávamos de pique na barra, subíamos numa árvore que tem perto e a gente brincava muito lá. Hoje a cachoeira está seca e não tem mais onde brincar de pique quando chove, porque a barra enche, mas é muito pouca água que nem dá para brincar, por isso a cachoeira faz tanta falta para a comunidade da praia da Longa.</p>
<p><a href="http://voznativa.eco.br/wp-content/uploads/2015/08/cachoeiradalonga.jpg"><img class=" size-medium wp-image-784 aligncenter" src="http://voznativa.eco.br/wp-content/uploads/2015/08/cachoeiradalonga-300x208.jpg" alt="cachoeiradalonga" width="300" height="208" /></a></p>
<p>Por moradores da praia da longa, alunos da Escola Municipal Sylvestre Travassos:<br />
Letícia &#8211; 9º ano<br />
Amanda &#8211; 9º ano<br />
Melissa &#8211; 7º ano<br />
Rayanne &#8211; 7º ano<br />
Ryan &#8211; 7º ano<br />
Henrique &#8211; 6º ano<br />
Bruno &#8211; 6º ano<br />
Luan &#8211; 6º ano</p>
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		<title>Falta d´água: um problema de todos nós</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2015 23:23:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Não só na Ilha Grande, mas no mundo todo, estamos sofrendo com a falta]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Não só na Ilha Grande, mas no mundo todo, estamos sofrendo com a falta de água e cada vez mais os problemas aumentam.<br />
Como moradora da Praia da Longa, passando pela cachoeira observo que aquele lugar que era lindo, com água que sustentava toda a comunidade, hoje já não existe mais.<br />
Grande parte das cachoeiras da Ilha Grande estão secando, o mundo está em uma séria crise de falta d’água.<br />
E agora, o que poderemos fazer?<br />
Isso depende da atitude de cada um, talvez possamos melhorar nossas praias ou até o mundo. Ou iremos ficar de braços cruzados esperando que algo aconteça?<br />
Vamos nos unir para que tenhamos um futuro melhor. É preciso tomar atitudes para que a vida melhore.</p>
<p>Jamile Neves &#8211; 15 anos, moradora da Praia da Longa</p>
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		<title>Nós, jovens da Praia da Longa, não deveríamos deixar a cultura morrer</title>
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		<pubDate>Tue, 05 May 2015 23:20:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[voznativa]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sou morador da Praia da Longa. Vou contar uma história do pai do meu]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Sou morador da Praia da Longa. Vou contar uma história do pai do meu tio. Meu tio me contou que na década de 60 ou 70 na Praia da Longa para o morador era difícil ter uma canoa.</p>
<p>Só quem tinha era dono de fazenda. Nesta época, não existia barco a motor. Então eles iam de canoa para Angra dos Reis para comprar seus mantimentos e na volta muitos canoeiros batiam de frente com os perigos.</p>
<p>Havia muitos tubarões e para os canoeiros se defenderem eles compravam abóboras e deixavam num caldeirão e depois colocavam dentro de um saco. Quando eles iam para Angra e encontravam os tubarões, eles jogavam as abóboras quentes e as abóboras explodiam. Muitos tubarões morriam por conta disso, mas a única defesa era fazer isso.</p>
<p>Ao longo dos tempos vieram os barcos e as canoas ficaram esquecidas. Muito poucos na Ilha Grande têm canoas. As canoas já mataram a fome de muitos moradores&#8230; Elas foram um começo para a Ilha, mas agora a ilha está sendo o fim para elas. Nós, jovens da Praia da Longa, não deveríamos deixar esta cultura morrer.</p>
<p>Dione Santos Oliveira, 22 anos, morador da Praia da Longa</p>
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